Hora de falar com minha mãe, ela desligou o tel em minha cara, depois ligou aos prantos dizendo do quanto grande e raro era/é o meu bebê; após foi ligações das amigas dela de Ponte Nova, me dando forças, Davi ganhou até poema de uma escritora muito conhecida de lá, foi dando tudo certo, e o Davi so crescendo firme e forte dentro de mim...
É engraçado você saber que tem um ser dentro de si, se desenvolvendo, é prazeroso, misterioso, milagroso, me sentia poderosa. Todo tempo muitos falavam que ser mãe do Davi era mais que um presente, que eramos pais especiais, ouvia de muitos: _Filhos especiais, são dadas somente a pais especiais! Nossa Deus, obrigada por me presentear com o Davi.
A partir daí tudo mudou, a minha vida, o meu ser a minha história, a faculdade já não era tão importante quanto estar ali com o Davi. Minha vida era sempre estar a procura de tudo que poderia estar sempre motivando/estimulando meu filho. Lia muitas experiência de familiares, mas cada um com sua especialidade.
O sinônimo de cada dia era força, era sim que tinha que ser minha vida, segundo após segundo, de muita força!
Mais uma ida a Belo Horizonte, agora para poder fazer um Ecocardiograma Fetal (O exame completo que avalia o coração do bebê durante a vida intra-uterina chama-se ECOCARDIOGRAMA FETAL COM DOPPLER EM CORES, conhecido abreviadamente como "ecocardiograma fetal" ou apenas "eco fetal". Ele consiste na realização de um estudo do coração através do ultra-som, usando o mesmo método utilizado nos exames pré-natais de rotina que avaliam o crescimento fetal e as outras estruturas anatômicas do bebê. A diferença é que este exame é focado no coração e nos vasos que saem do mesmo ou nele chegam, analisando detalhes tanto morfológicos (da forma dessas estruturas) como funcionais (da função cardíaca e circulatória), e que ele é realizado por um especialista em Cardiologia Fetal, e não por um ultra-sonografista obstétrico.
Exames precoces e modernos tratamentos podem melhorar a vida e a saúde de crianças com Down
Os problemas das pessoas com Síndrome de Down vão além das dificuldades cognitivas. Em decorrência da trissomia do cromossomo 21, a formação de vários órgãos fica comprometida, entre eles o coração. As cardiopatias congênitas afetam cerca de 50% das crianças portadoras da Síndrome de Down, ou seja, mais 4 mil bebês a cada ano.As cardiopatias mais fr eqüentes são a comunicação interventricular, que consiste em um orifício entre os ventrículos (cavidades inferiores do coração que bombeiam o sangue para o pulmão e o corpo), e o defeito de septo atrioventricular, que provoca comunicação entre os átrios e entre os ventrículos com anormalidades nas valvas entre as cavidades. Outras doenças menos comuns são a persistência do canal arterial (comunicação entre a aorta e a artéria pulmonar que deveria fechar até o segundo dia de vida) e a Tetralogia de Fallot (combinação de defeitos cardíacos). Essas doenças levam a dificuldades respiratórias e má oxigenação do sangue, fundamental para o crescimento e o desenvolvimento. Antigamente, a longevidade das pessoas com Síndrome de Down era pequena em decorrência de problemas de saúde, principalmente os cardíacos. Hoje é possível diagnosticar as cardiopatias ainda na vida uterina através de exames como o ultra-som. Como explica o Dr. Carlos Pedra, cardiologista intervencionista do Hospital e Maternidade São Camilo, toda criança com Síndrome de Down deve fazer um ecocardiograma logo nos primeiros dias de vida. Os pais devem estar atentos a possíveis sintomas como cansaço e sudorese nas mamadas, falta de ar, ganho de peso abaixo do esperado, chiado e bronquite de repetição, sopro cardíaco e cianose (cor arroxeada da pele e mucosas).Praticamente todas as cardiopatias ligadas à Síndrome de Down têm tratamento, que vai desde a tradicional intervenção cirúrgica até as atuais técnicas de cateterismo. Como a maioria desses pacientes é submetida ao procedimento no primeiro ano de vida, ele requer cuidados de especialistas experientes e preparados tecnicamente. "O momento de intervenção deve ser individualizado e decidido por uma equipe médica" segundo o Dr. Pedra, responsável pelo serviço de pediatria no Setor de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista do São Camilo. Para ele, o cateterismo para implante de próteses tem tido sucesso satisfatório, pois é um tipo de terapêutica menos invasiva, com menor tempo de internação e menos chances de complicação. A maioria dos casos terá que ser acompanhada pelo resto da vida, mas o médico ressalta que as "cardiopatias geralmente possuem um prognóstico muito bom se forem reconhecidas precocemente - de preferência no período neonatal - e tratadas oportunamente".)
Graças a Deus tudo estava bem com o Davi, mas uma etapa passada com muito sucesso. Todos os exames do Davi foram de resultados positivos e sem nenhuma surpresa, meu filho se desenvolvia perfeitamente bem.
Fui em festas de aniversário, casa de meus pais, casamento..., tudo normalmente, falava que meu filho era especial sem problema algum, eu me sentia especial, importante por carregar o Davi dentro de mim. Sempre falei/falo/falarei: _Se eu tivesse que escolher um bebe, entre dez, escolheria claro o DAVI.
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